Aumento do preço de imóvel residencial desacelera em fevereiro

Reajuste médio do valor de imóvel residencial ficou abaixo da inflação

Reajuste médio do valor de imóvel residencial ficou abaixo da inflação

O preço de imóveis residenciais subiu 0,32% em fevereiro, cerca de metade da variação em igual mês de 2025, quando avançou 0,68%, segundo o índice FipeZap. No curto prazo, o dado mostra uma leve aceleração, uma vez que o indicador havia subido 0,20% em janeiro de 2026. O valor de imóveis residenciais avança mais nas unidades com um dormitório, com alta de 0,45% em fevereiro, enquanto as de três dormitórios ficaram estáveis no período (0,02%).

No acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro, o preço do metro quadrado sobe 5,74%, ante 8,17% em igual comparação com fevereiro de 2025, reforçando que, na média, o sinal é de desaceleração para o segmento residencial.

O aumento de preço de imóveis residenciais em fevereiro foi inferior à inflação ao consumidor do período, estimada em 0,84% pelo IPCA-15, e superou o IGP-M, que registrou retração de 0,73% na comparação com janeiro. Este último é um indicador mais geral de preços, incluindo atacado e varejo, e serve como referência para contratos de reajuste de aluguel em vigor.

Fora da média nacional, capitais do Norte, Nordeste e Centro Oeste mostram um mercado mais aquecido, com alta mensal no valor do metro quadrado em torno ou acima de 1%. É o caso de oito das 22 capitais pesquisadas. Confira:

Belém (+2,18%)
Campo Grande (+1,33%)
Brasília (+1,23%)
Vitória (+1,23%)
Florianópolis (+1,14%)
Salvador (+1,04%)
Maceió (+1,04%)
Fortaleza (+0,98%)

Outras seis capitais, ainda que em ritmo mais fraco, tiveram variação de preço acima da média nacional em fevereiro. Foram elas:

Manaus (+0,85%)
Teresina (+0,49%)
Cuiabá (+0,42%)
Natal (+0,41%)
Recife (+0,38%)
São Luís (+0,38%);

Considerando as 22 capitais que fazem parte do índice FipeZap, a liderança do preço absoluto de imóveis residenciais ainda fica com Vitória (ES), com R$ 14.429/m², assim como foi o padrão observado ao longo de 2025. Completam o top 5 as cidades de Florianópolis (R$ 13.011/m²), São Paulo (R$ 11.945/m²), Curitiba (R$ 11.569/m²) e Rio de Janeiro (R$ 10.865/m²).

Fonte: Portas