A inadimplência de aluguel no Brasil alcançou em janeiro 3,29%, a menor taxa dos últimos oito meses. O dado, divulgado pelo Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, da Superlógica, mostra uma queda de 0,15 ponto percentual em relação a dezembro (3,44%) . Na comparação com novembro, quando o índice estava em 3,69%, a queda foi de 0,40 ponto percentual.
Apesar da boa notícia, a Superlógica alerta para um cenário ainda desafiador devido à inflação e às taxas de juros elevadas. Segundo Manoel Gonçalves, diretor de negócios para imobiliárias do grupo, “a queda no início do ano é um sinal positivo, mas o cenário ainda inspira cautela”.
Em 2025, a inadimplência média foi de 3,50%, praticamente estável quando comparada a 2024 (3,49%).
A pesquisa identificou uma mudança no perfil de quem deixa de pagar o alguel. A inadimplência agora é maior entre imóveis residenciais com aluguéis de até R$ 1.000, superando os contratos mais caros, acima de R$ 13 mil.
“Ainda é cedo para cravar uma tendência,” afirma Gonçalves. Ele prefere esperar pelos dados dos próximos meses antes de concluir se este movimento será duradouro.
No entanto, as faixas de aluguel entre R$ 3.000 e R$ 5.000 e entre R$ 2.000 e R$ 3.000 apresentaram as menores taxas de inadimplência, com níveis de 1,76% e 1,82%, respectivamente. Já nos imóveis comerciais, a a falta de pagamento de contratos de até R$ 1.000 caiu pelo segundo mês consecutivo – de 8,06% em dezembro para 7,22% em janeiro.
A região Norte liderou a inadimplência em janeiro, registrando a maior taxa do país, 4,03%. O Nordeste, que manteve o topo do ranking por meses, caiu para o segundo lugar, com 3,96%. Enquanto isso, o Sul segue com o menor índice do país, 2,46%.
Com base no tipo de imóvel, a inadimplência em apartamentos foi de 2,15% em janeiro, marcando a terceira queda consecutiva. Em casas, o índice caiu de 3,74% para 3,54%. Nos imóveis comerciais, o recuo foi de 4,65% para 4,46% no mesmo período.
O levantamento levou em conta mais de 600 mil contratos em diversas regiões do Brasil e classificou como inadimplentes os boletos com atrasos acima de 60 dias. Os dados foram anonimizados para preservar a privacidade dos locatários.
Fonte: Portas
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