O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou queda de 0,73% em fevereiro, revertendo a alta de 0,41% de janeiro. Dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostram também que o índice acumula deflação de 2,67% em 12 meses.
O resultado superou as expectativas do mercado e fortalece o cenário de deflação do principal indicador usado nos contratos de aluguel no país. Segundo a FGV, a queda foi impulsionada pelo recuo de commodities no atacado.
Apesar da deflação, os inquilinos não devem esperar redução automática nos alugueis. Isso porque cláusulas contratuais impedem ajustes para baixo quando o índice fica negativo.
“A queda do IGP-M não vai gerar uma redução no aluguel dos contratos que usam o índice”, explicou Jaques Bushatsky, do Conselho Jurídico do Secovi-SP à Folha de S.Paulo.
Para contratos com aniversário em março, o reajuste consideraria a deflação acumulada de -2,67%. Porém, as cláusulas de proteção mantêm os valores inalterados na prática.
Por outro lado, reduções no valor e revisão do índice podem ser negociadas livremente com o proprietário.
Para especialistas, o recuo reduz pressões sobre contratos indexados e melhora a previsibilidade para empresas com despesas atreladas ao IGP-M. Gabriel Padula, CEO do Grupo Everblue, acredita que, para novos contratos, o cenário favorece as negociações.
No entanto, Cyro Naufel, diretor do grupo Lopes, alerta para o fato de que não existe índice sempre inferior. “A livre negociação entre as partes será sempre o melhor caminho para a convergência de interesses”, afirma. O melhor caminho para os locatários é negociar ou buscar índices alternativos.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% do IGP-M, recuou 1,18% em fevereiro após alta de 0,34% em janeiro. André Braz, economista do FGV Ibre, destaca o impacto das commodities.
O minério de ferro (-6,92%), a soja (-6,36%) e o café (-9,17%) lideraram as quedas no atacado. O movimento reflete a retração de produtos relevantes para a economia brasileira.
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou para 0,30%, ante 0,51% anterior, com menor pressão das mensalidades escolares. No mesmo movimento, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,34%, mas ficou abaixo dos 0,63% de janeiro.
Fonte: Portas
( 11 ) 99985-1528
( Contratos de Locações )
( 11 ) 93801-5635
( Vistorias e Rescisões )
( 11 ) 93801-5659
( Manutenções Prediais )
( 11 ) 4522-5512
( Boletos e Extratos )
( 11 ) 4522-5512
© Copyright 2026 | by Active Imob & Design Mundi
